Encontro no Ministério das Relações Exteriores aconteceu às vésperas da Conferência de Santa Marta e reforçou a importância da voz das comunidades de fé nos debates climáticos internacionais
BRASÍLIA, 6 de abril de 2026 – O Movimento Laudato Si’ realizou nesta segunda-feira, 06, uma reunião com o embaixador André Corrêa do Lago, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, para dialogar sobre justiça climática, transição justa e cooperação internacional no contexto dos processos em curso da agenda climática global.
Participaram do encontro Eduardo Nischespois e Igor Bastos, do Movimento Laudato Si’ e Frei Rodrigo Péret, da Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade (Afes).
Durante a reunião, foi entregue ao embaixador o Manifesto das Igrejas do Sul Global por Nossa Casa Comum, documento que expressa uma posição eclesial compartilhada sobre justiça climática, transição justa para além dos combustíveis fósseis, cooperação internacional e proteção das comunidades mais vulnerabilizadas. O texto busca contribuir para o debate público e para os processos multilaterais a partir de uma perspectiva ética, pastoral e internacional.
Além do Manifesto, também foram entregues a Declaração das Igrejas do Sul Global, construída por representantes eclesiais de diferentes regiões do Sul Global para afirmar uma posição comum diante da crise climática, e a Reflexão Teológica Católica sobre a proposta de transição para além dos combustíveis fósseis, documento de apoio que reúne fundamentos morais e teológicos para a reflexão da Igreja sobre a urgência de superar a dependência dos combustíveis fósseis.
O encontro aconteceu às vésperas da Conferência de Santa Marta, processo que vem ganhando relevância nas discussões sobre a transição para além dos combustíveis fósseis, e durante a construção do Mapa do Caminho, proposta do Governo Brasileiro para a agenda climática internacional. Nesse contexto, a reunião também reforçou a importância da contribuição das comunidades de fé para os debates multilaterais, especialmente diante da necessidade de respostas mais ambiciosas, equitativas e centradas na dignidade das populações mais afetadas pela crise climática.
Para o Movimento Laudato Si’, a reunião representa mais um passo no esforço de aproximar a reflexão ética e pastoral da Igreja dos espaços de decisão e diálogo político internacional, reafirmando o papel da voz profética das comunidades de fé na promoção da justiça climática e de uma transição justa.
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