Foto de Jackson David em Unsplash

O Movimento Laudato Si’ nasceu dentro da Igreja, na Arquidiocese de Manila (Filipinas), em comunhão com outras organizações e lideranças de todos os continentes. Procura trabalhar a partir da fé, à maneira de Jesus Cristo, de Maria Santíssima e de santos como São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia, para destacar a integridade da criação como projeto de amor de Deus no qual cada criatura tem valor e significado. 

Em sua carta encíclica Lumen Fidei (A luz da fé), o Papa Francisco se refere à fé como uma luz que vem do passado e ao mesmo tempo do futuro: “A fé, que recebemos de Deus como dom sobrenatural, aparece-nos como luz para a estrada orientando os nossos passos no tempo. Por um lado, provém do passado: é a luz duma memória basilar — a da vida de Jesus —, onde o seu amor se manifestou plenamente fiável, capaz de vencer a morte. Mas, por outro lado e ao mesmo tempo, dado que Cristo ressuscitou e nos atrai de além da morte, a fé é luz que vem do futuro, que descerra diante de nós horizontes grandes e nos leva a ultrapassar o nosso ‘eu’ isolado abrindo-o à amplitude da comunhão.” (LF 4)

Foto: Ben White/Unsplash

Guiado pela luz e força do Espírito Santo, o Movimento Laudato Si’ se une em torno da visão de um mundo baseado no desenvolvimento sustentável e integral, onde seres humanos de todos os cantos do planeta cuidam da nossa Casa através de ações individuais e coletivas, em que o compromisso individual gera sementes de consciência e grandes sinergias permitem influenciar os centros decisórios para reduzir a contribuição humana para as mudanças climáticas que impactam dramaticamente a vida de milhões de pessoas diariamente.  

Inspirado por este grito da terra e dos mais pobres, o Movimento adotou a Encíclica Laudato Si’ como seu fundamento para a ação, o estímulo de que precisamos como humanidade para enfrentar com esperança renovada o chamado urgente que nos faz o Criador sobre o criado. Como a Santíssima Virgem Maria, Rainha da Criação, demos o fiat ao convite que o Santo Padre nos faz na sua Encíclica: “nós, cristãos, somos chamados a ‘aceitar o mundo como sacramento de comunhão, como forma de partilhar com Deus e com o próximo numa escala global. É nossa humilde convicção que o divino e o humano se encontram no menor detalhe da túnica inconsútil da criação de Deus, mesmo no último grão de poeira do nosso planeta’”. (LS 9)

O cuidado da criação é uma tradição de fé expressa nas Escrituras e na Doutrina Social da Igreja, e nelas o Movimento fundamenta suas decisões: “e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus”. (Col 1, 20)

Esse testemunho — que também vem de outras confissões de fé — une e vivifica uma grande parte da humanidade num diálogo aberto para assumir nossa responsabilidade, a partir dos atos cotidianos, pela cura das feridas profundas que o individualismo deixou na humanidade, na terra e nos mais pobres. “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.” (Heb 11, 1)

Entre em ação agora pelo cuidado da criação: seja [email protected] do Movimento Laudato Si’!

Foto: Jackson David/Unsplash