Papa Francisco se reuniu com Povos Indígenas da Amazônia enquanto o STF do Brasil tem em pauta uma grande decisão

por | ago 27, 2021 | Blog, Notícias e Atualizações | 0 Comentários

O Papa Francisco gentilmente se reuniu com os Povos Indígenas da Amazônia na quinta-feira, no mesmo diaem que o Suprema Tribunal Federal do Brasil deve emitir uma decisão importante sobre a proteção para os Povos Indígenas e suas terras.

O Papa se reuniu com o cacique Dadá Borari, da Amazônia, e também com o prestigioso cientista ambiental Greg Asner, que foi o primeiro a mapear o desmatamento ilegal na Amazônia brasileira, além de outras lideranças de diferentes regiões.

O grupo foi acompanhado pelo Padre Joshtrom Kureethadam do Dicastério do Vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e pelas lideranças do Movimento Laudato Si’, Dra. Lorna Gold, Presidente da Diretoria do Movimento Laudato Si’, e Tomás Insua, Diretor Executivo do movimento.

Ambos ficaram extremamente gratos por participar do encontro especial.

Leia mais: Papa Francisco se reuniu com lideranças do Movimento Laudato Si’ 

Após o encontro de 75 minutos, Cacique Dadá compartilhou como é esse momento para os povos indígenas de todo o Brasil.

“Para nós, é um momento de luta, momento de muita muita garra, e pedir apoio do Papa Francisco, onde o Papa Francisco nos garantiu que vai estar dando todo o apoio, vai ser possível a gente mudar sim esse olhar capitalista da sociedade que hoje quer criminalizar o movimento social. Então ele está disponível, está pronto para ajudar a população indígena de todas as regiões, principalmente da Amazônia.”

Olhar: chefe Dada Borari partilha a mensagem de esperança do Papa Francisco para a Amazónia

O Supremo Tribunal Federal está avaliando se a proteção constitucional brasileira às terras indígenas se estende aos grupos que não estavam presentes nas terras em 1988, quando a constituição foi adotada, de acordo com relatórios publicados.

Por décadas, e especialmente durante a ditadura militar brasileira de 1964-1985, os Povos Indígenas foram expulsos de suas terras, ameaçados e assassinados por defenderem seu direito de permanecer em tais propriedades.

Infelizmente, essa violência continua hoje e, de acordo com algumas medidas, está pior do que nunca. No início deste ano, a Comissão Pastoral da Terra, um comitê da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, relatou que o número de disputas de terra documentadas (1.576) foi o maior desde que o comitê começou a rastrear tais incidentes em 1985.

As terras de famílias indígenas foram especialmente ameaçadas. Das 81.225 famílias que tiveram suas terras invadidas em 2020, quase 72% eram indígenas.

Nós nos juntamos aos Povos Indígenas e todos os que se preocupam com eles, incluindo o Papa Francisco, em orar por uma decisão judicial justa que reconheça sua história de tortura e, por direito, coloque mais da criação de Deus nas mãos dos Povos Indígenas.

Como o Movimento Laudato Si’ faz todos os dias no Brasil, através do trabalho de Animadores Laudato Si’, Organizações Membros, e o secretariado em todo o país, somos solidários com os Povos Indígenas da Amazônia.

“Para eles, a terra não é um bem económico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam de interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida” (LS 146).

Jonathon Braden
Jonathon Braden

Escritor
Nebraska, EUA
Jonathon Braden tem mais de 10 anos de experiência em escrita e comunicação. Ele busca contar a história do GCCM.

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